Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
-Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas!
-Gritamos por que perdemos a calma, disse um deles.
-Mas, por que gritar quando a outra pessoa esta no seu lado!, Questionou novamente o pensador.
-Bem, gritamos por que desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou o discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então, não é possível falar-lhe em voz baixa!
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu:
-Você sabe por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido! O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecido estiverem, mais forte teram que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
E continuou:
- Por outro lado, o que acontece quando duas pessoas estão enamoradas! Elas não gritam. Falam suavemente. E por que! Por que seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. As vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussuram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.
Por fim, o pensador conclui dizendo:
-Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.
MORAL DA HISTÓRIA:
Quanto mais nos distanciamos daquels que amamos, mais diferentes nos sentimos deles. As diferenças por sua vez, fazem com que percamos a intimidade, a sintonia e a empatia. Passamos a exergar bem mais os seus defeitos do que as qualidades. Já não temos motivos para ouvi-los, dar-lhes afeto e muito menos perdoá-lo. Por isso, precisamos cultivar a aproximação, especialmente através do diálogo.
Dica: Bem mais do que desejar ser ouvido, antes ouça. Mais do que desejar ser compreendido, antes compreenda. Faça antes, dê antes, interesse-se antes. Por que ainda que isso possa parecer piegas demais, é fato: é dando que se recebe. E somente assim que o mundo pode se alimentado com amor ao próximo que tanto necessita.
Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar.


