Difícil é se descrever, fazer
com que palavras definam quem você é, ou deixa de ser. Não acredito que
eu seja ninguém de tão grande importância. Presumo que eu seja como
qualquer um, com certos defeitos, porém acompanhada de qualidades. Posso
ser constante, inconstante, ou até mesmo os dois ao mesmo tempo. Em
grande parte do tempo, sou previsível, admito. Mas o imprevisível me
acompanha de perto, quando necessário. Consigo ser o bem e mau, o certo e
o errado, a tristeza e a felicidade. Eu posso ser tudo, ou simplesmente
nada. Talvez eu seja isso; uma porção de coisas.
Para
mim os homens caminham pela face da Terra em fila indiana. Cada um
carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente, nós
colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás guardamos os nosso
defeitos. Por isso durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos
nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo,
reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante,
todos os defeitos que ele possui. E nos julgamos melhores que ele, sem
perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a
nosso respeito"
A nossa pálida razão esconde-nos o infinito.
Duas
coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que
diz respeito ao universo, ainda não tenho a certeza absoluta.

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